Na madrugada desta quarta-feira (21), dois homens estavam bebendo em uma casa de prostituição na cidade de Serranópolis a 58,9 km de Jataí, quando o Michael Gonçalves, de 20 anos, teria chamado Antônio Marcos, de 38 anos, para dar uma volta.
Segundo o relato do Antônio Marcos quando ele e Michael estava próximo ao lixão da cidade, Michael o espancou com pedra e pau e obrigou que Antônio tivesse relação sexual com ele.
Além das violências físicas Michael a todo momento ameaçava Antônio de morte. Após ser estuprado Antônio foi para casa de parentes onde relatou o que havia acontecido. A polícia Militar foi acionada e após diligencia pela cidade conseguiu prender Michael.
A vítima e autor foram ouvidos pelo delegado regional André Fernandes; Michael foi preso em flagrante e segundo o delegado ele irá responder por estupro e será investigado por outros crimes que ele confessou ter cometido na cidade. (Plantão de Policia JTI)
MARCHA DAS VADIAS
via Indira Barros. "O estupro masculino existe, a gente sabe. E a gente também sabe que o culpado é o mesmo que num estupro feminino: o estuprador. A gente também sabe que, muitas vezes, o que leva ao estupro masculino é o mesmo machismo que dá erroneamente ao homem a ideia de que ele pode fazer o que ele quiser e que sua sexualidade é poder sobre outras pessoas.
Mas... Por que na notícia não está escrito "Homem alega ter sido estuprado", como na maioria das notícias de estupro de mulheres? Por que na notícia há tanta certeza de quem é o culpado (estuprador) e de quem é a vítima (estuprado)? Por que nesse caso não tem ninguém questionando o horário em que ele saiu, a "confiança excessiva" que ele deu aos "amigos", o fato de ele ter ido beber, a roupa que ele estava usando? Por que não tem ninguém dizendo que ele provavelmente era promíscuo, que transava com todo mundo, que ele quis, que ele deve ter seduzido o estuprador, que ele deve ter pedido por isso, que foi só um sexo que ele não gostou e resolveu acusar de estupro? Por que, nesse estupro, não tem ninguém dizendo que ele provocou isso? Por que não tem ninguém dizendo que ele deve estar só querendo chamar atenção?
Será que agora vocês conseguem entender qual a diferença da cultura do estupro para uma mulher e do estupro para um homem? A violência e o trauma são grandes em ambos os casos. O que muda é a visão da sociedade e a legitimação do estupro. O que muda é que a sexualidade feminina é criminosa, deve ser vigiada e ela será responsabilizada. A do homem, não."
Nordestino da Paraíba, galego, de olho azul, cabra da peste.
Morador de pé de serra, quando nela subia junto a seu
cachorro chamado Calçado sempre trazia uma caça, e D.Severina tratava logo de
preparar, para melhorar o pobre jantar daquela turma faminta. Com uma lamparina
na mão ele ia sentar-se na porta de casa para fumar o seu cigarro antes de
dormir. Olhava a escuridão, pois não tinha mais nada para ver naquele mundão
esquecido. Às vezes ele ia ler os seus cordéis
nordestinos com rimas muito engraçadas, mas eu não entendia ainda, só achava engraçadas
aquelas histórias que ele gostava tanto. Acordava muito cedo para começar sua lida,
pois o roçado era grande, e a ele não pertencia. Tinha sempre um patrão, que no
final de cada mês vinha receber o seu. O papai não descansava, ele estava
sempre tentando ganhar o pão de cada dia, pois se não fosse assim, não tinha
criado tantos filhos.Foi um vaqueiro arretado, e em cima do seu cavalo corria atrás
de garrote brabo, sumia no meio da caatinga, e a mamãe coitada, aflita, não
sossegava enquanto não o via surgindo de dentro do matagal aboiando e com o seu
chapéu de coro amarrado no queixo. Sempre
foi magro e forte, e nunca teve preguiça.Foi também agricultor, plantador de algodão, coisa doida de fazer, pois os dedos se feriam na colheita manual, mas ele firme e enchendo os sacos diariamente, em quantidade inexplicável. Chegava sempre muito cansado, e me lembro de que mamãe trazia uma bacia branca de ferro esmaltado com água morna para seu escalda pés, pois o dia era puxado. Trabalhava de sol a sol, de segunda a sábado e no domingo saia em seu cavalo para fazer a feira na bodega. Arroz, feijão, açúcar café e outras coisas que não podiam faltar para o alimento dos filhos. Ele sempre comprava o básico por que o dinheiro era pouco, mas me lembro de que ele nunca se esquecia de fazer um agradinho, trazia num saquinho um punhado de confeitos (bala Soft) e era a nossa alegria de domingo.
O meu nome é Nazide, nome que ele escolheu e que hoje eu me
orgulho de um nome diferente e ele diz que tirou de um romance que leu. Tenho
uma característica que é dele, não durmo com chuva forte. Lembro-me que, quando
começava a chover ele se levantava pegava uma lamparina e ia de rede em rede
(todos dormiam em redes) olhando se estávamos bem até a chuva parar.
Seu nome é Natércio de apelido Teté, hoje é morador de
Brasília e aposentado.
O Centro de Seleção e de
Promoção de Eventos (Cespe) divulgou ontem 25, o resultado do vestibular de
2013 da UnB. As (os) candidatas (os) aprovadas (os) reuniram-se no campus da
Asa Norte, ainda na tarde de ontem, para comemorar a aprovação e passar pelo famoso
trote.
Desde então,
circula pelas redes sociais a imagem (ao lado) de alunos da UnB, supostamente
dois estudantes do curso de Engenharia de Redes da instituição, segurando cartazes que fazem
apologia ao estupro (“Caiu na redes é... Estupro”).
O cartaz tratou as mulheres como objetos,
depreciando sua integridade e desmerencendo-as enquanto sujeitos. Este tipo de
trote advém do período militar, quando a calourada tinha uma função social de
contestação e crítica dos estudantes. Atualmente, perdeu-se essa função e se
estabeleceu como um ritual com uma ideia de dominação de “quem sabe mais” sobre
aquele que “sabe menos”.
E não é a primeira vez que isso acontece. Em 2011,
durante um trote da turma de Agronomia, as mulheres eram obrigadas a lamberem
uma linguiça coberta com leite condensado, simulando o sexo oral. Quem incitou
a prática foi o presidente do Centro Acadêmico, que ainda estava vestido de
mulher e sustentando uma faixa presidencial. À época, a universidade formou uma
comissão para investigar os trotes violentos, machistas e racistas.
Os trotes deveriam ser momentos de integração entre
ingressantes e estudantes em curso, mas deixam de cumprir esse papel e
transformam-se em momentos de humilhação, violência, opressão. O papel da
denúncia é o de explicitar que essas situações, desde as imagens que
mercantilizam as mulheres, como por exemplo, os cartazes de propaganda de
cervejas e automóveis nos quais as mulheres aparecem semi-nuas e como se fossem
os produtos à venda, até a violência, inclusive sexual, mediante algumas ações
as quais as mulheres são expostas.
A Secretaria de Estado da Mulher questiona,
fortemente, a tolerância e até da incitação do estupro na sociedade, que coloca
a vítima como culpada pelo assédio. Há uma simbologia dentro da sociedade que
justifica o estupro e ainda o incita. A cultura não envolve só o estupro, mas o
assédio sexual e o homem achar que pode mexer com a mulher na rua ou passar a
mão nela. É pensar que a mulher está disponível e que todos tem livre acesso a
ela.
É importante lembrar que o crime de estupro está
previsto no artigo 213 do Código Penal, com a seguinte redação: “Constranger
alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a
praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. A pena é de
seis a dez anos de reclusão.
A entrada da mulher no mercado de trabalho,
conquista que muitos defendem como a tese de que o machismo acabou, não
significa que ela deixou de ser minorizada e explorada. A dificuldade da mulher
de se fazer ouvir sem ser desmerecida, em espaços tradicionalmente compostos
por homens – como os cursos de engenharia -, acaba levando-a à necessidade de
se “masculinizar” e, quem sabe assim, ser aceita em um determinado grupo
social.
Torno público o meu repúdio, e de toda a equipe da
Secretaria de Estado da Mulher, quanto a esses atos de machismo e violência
contra as mulheres durante as calouradas. Situações assim colocam em debate a
objetificação da mulher, a opressão que elas sofrem – algumas, sem ao menos se
darem conta - e o constrangimento que muitas delas passam para poder se
encaixar em um ambiente universitário. Esse tipo de “brincadeira” é
inteiramente ofensiva ao considerarmos que mulher ainda é oprimida todos os
dias na sociedade.
A Secretaria da Mulher respeita a autonomia da
Universidade de Brasília e sugere que atividades educativas acerca da violência
de gênero e de todas as formas de violência e discriminação perpetradas nos
trotes sejam trabalhadas periodicamente no âmbito da UnB. Estas situações são
totalmente incompatíveis com a democracia. Considerando o papel da universidade
na construção de uma sociedade democrática, as iniciativas tornam-se
emergenciais.
A luta contra a sociedade patriarcal, que denota a
mulher uma condição de subserviência e subjugação, deve ser superada,
estabelecendo, assim, uma humanidade baseada na equidade de gênero. E este é um
compromisso a ser assumido por todas e todos.
Passei por você tantas vezes sem te reconhecer. Sempre
sentido a minha intuição mais forte a cada encontro. Pensava por que estava tão
sentimental. E de repente, tudo passava. E eu de novo fugia de você, como se você
não existisse. Mais um dia e outro dia, eu te encontrava novamente, e minha
intuição pulsava, e eu nada identificava. Porém, o meu coração dizia olhe para o
lado, sinta seu pulso, siga seu amor. O
que eu não entendia, é que era você
passando por mim, dizendo bom dia,
me querendo e fugindo de mim. Um sentimento forte. Meu coração sacudia
sem saber. Mas você passava, e ia
embora. Tantas coisas eu queria te dizer. Era você meu amor amado. Sem ver a sua imagem, eu o amava tanto, que me deixava levar por emoções fortes, e parecia uma
adolescente procurando por seu primeiro amor. Eu te encontraria um dia, de
qualquer jeito, em qualquer lugar ou em qualquer época, para te amar, como você
me fez sentir esse amor. Eu sempre esperei por você, você demorou, quase não
veio. Fiquei tanto tempo esperando você.
Queria que meus olhos te encontrassem, procurei você até nas estrelas, olhando
para o céu, e te imaginei no meu mundo, sorrindo e dizendo "é você que eu vim
buscar". O meu peito sentia a sua presença, por que você estava ali. Mas eu não te
via, me olhando, me observando e dizendo descubra-me. Você sempre esteve
comigo, você sempre esteve em mim, você sempre me amou, e eu te amo, hoje e para
sempre. E um dia eu ouvi “está escrito nas estrelas” e eu te encontrei, te
conheci e te amei. As estrelas estavam certas. Nós nos amamos desde que
nascemos e isso, só as estrelas podem saber e foi por isso que elas escreveram,
para
você me dizer.
A cada dia você me conquista, a cada dia você me atinge, e o
meu coração é seu. A cada dia o céu é novo para mim. A cada dia eu te espero e
te quero, sempre. Eu te encontrei pela primeira vez, e você me disse poesia,
você me disse elogios, você olhava para mim feliz, sorrindo.Quando
nos beijamos você chorou, e eu sorri. Sorri feliz porque era amor que te fazia
chorar. Eu sou seu amor e você é meu amor.
O Movimento Sociocultural Supernova realizou no dia 30 de março a Noite Supernova que marcou o encerramento da I Virada Feminista do DF – contra os fundamentalismos.
O debate iniciou com a fala de Jéssica Martins, que conduziu a primeira parte do evento onde foi colocado em xeque o machismo, implícito nas ações do nosso cotidiano e a questão inicial levantada foi: Como você se sente quando... ?
O evento contou com uma belíssima exposição de fotos disponibilizadas pelo Ponto de Memória da Estrutural, que é um museu popular, auto gestionário, gerido por representantes da comunidade, com foco na reflexão sobre identidade, pertencimento, movimentos sociais e culturais e com base no protagonismo daqueles que habitam, participam e fazem a história da comunidade.
Uma exposição, que vem deste o ano passado com tema Mulher: a mulher que luta pela dignidade. Ao observar as fotos nos perguntamos qual o vínculo das pessoas com a cidade?
A exposição é de fotos das mulheres da Estrutural e outras como Olga Benário, presidente Dilma, Estamira etc. E outra parte do acervo são fotos do dia a dia e uns espelhos, para que as mulheres se reconheçam como partícipes dessa homenagem.
As pessoas foram chegando ao decorrer do debate, mas iniciamos com a presença de Jéssica Supernova, Zeca Supernova, Eu Supernova, Estela Supernova, Priscila Supernova, Fábio INESP projeto Onda, Tatiana Projeto Onda Estrutural, Eadson, Anne, Francisco Neri, Vania Professora Projeto Social Estrutural, Aparecida Supernova, Polyana Costa Jornal Daqui, Silvia Serviço Social, Cleia Pedagoga, Márcia Coordenadora, Paulo Supernova, Chibi Supernova Artista Plástica, Chico Rosa Baterista Supernova, Roberto Movimento Hip Hop, Nanah Farias Supernova, Leide mãe da Jéssica, Iara Supernova estudante de Direito, Nanda Supernova Atriz UnB, Marissa Pedagoga Supernova, Sara supernova, Benaia Lopes, Erika Kokay, Bancaria, Deputada Federal, que fez uma belíssima fala sobre a questão em pauta: A mulher. Erika disse que a cultura é uma coisa que faz com que a gente se reconheça como seres humanos e históricos. A gente vai se fazendo como fruto das nossas ações e quando pensamos em grupo pensamos em semente. Sobre o Movimento Supernova disse que este procura entender o mundo e se entender no mundo, (re)significando-se sempre e que isso vale também pras mulheres. É um pouco esse misto de memória e se situar nessa história.
"Não somos donos da vida. Mas sim da trama da vida. Podemos pegar a vida pelas mãos e transforma-la. Nós não conseguimos nos identificar como seres humanos se não nos vermos como sujeito."
Erika falou da lógica patriarcal e fez uma incursão na história do Brasil da escravidão à ditadura. É necessário que mergulhemos a fundo nessa história para nos entender, pois o movimento que a história faz naturaliza o que não é para ser naturalizado e não conseguimos depois entender que na violação de certos direitos, estão ainda presente os resquícios do pensamento colonialista, da ditadura.
A Deputada falou também da construção de uma sociedade mais igualitária, onde todas as pessoas independentes de como são e amam, tenham os mesmo direitos, ou vamos continuar numa sociedade onde as pessoas tem cada vez mais medo da própria vida. Vivemos numa sociedade que tem medo, resultado dessa história desumanizante. E quando se tem medo não se consegue sentir a vida, sentir-se a si mesmo, reconhecer os seus desejos.
Como é possível pensar no ser humano sem desejo? Se a mulher não é dona do seu desejo, da sua historia, como vai se encarar como ser humano?
Essa discussão tem uma lógica mais ampla. Estamos falando de um extermínio de uma geração. Como romper com isso sem colocar na agenda do legislativo, dos governos, do judiciário, as defesas dos direitos do ser humano? Esta defesa tem que estar no centro de todas as discussões.
A violência doméstica também entrou em questão. Essa violência provoca um processo de desterritorialização. A mulher, no caso, fica sem chão e começa a sofrer uma série de assédios, então vai cedendo para apostar na relação. Sentindo-se culpada por ter medo e fazer a relação ir mal. Quando a casa fica suja ela se sente culpada, quando ela tem que sair ela se sente culpada, quando o marido a trai, ela se sente culpada. É culpa de mais! A culpa é um instrumento de dominação. E quando ela olha dentro dela, já não é mais ninguém, é simplesmente objeto de desejo do homem. É o mesmo processo da tortura. E esse processo de desumanização vai se naturalizando. Mas não é natural. Tem que ser desconstruído. Por isso a necessidade em se investir na construção de políticas públicas que possibilitem as pessoas serem elas mesmas, compartilhar suas angustias e conquistas. O GDF, os militantes locais, temos que puxar a agenda dos Direitos Humanos para a centralidade dessas políticas. Pensar a saúde, a educação, a cultura com o recorte das mulheres. E tem que ser feito uma campanha permanente. Senão não tem saída.
As pesquisas indicam que 70% das mulheres vitimas de violência sofrem os abusos na presença dos filhos. Estes tendem a naturalizar a violência e resolver os conflitos através da violência pois tornou-se natural agir assim. Isso faz com que os meninos aprendam que numa situação de conflito ele use da sua força e oprima o mais fraco.
A discussão da violência contra a mulher se expressa de tantas formas, não é só aquela que deixa o hematoma, mas a violência patrimonial, moral, física e que na maioria das vezes é uma violência silenciosa, disfarçada numa lógica machista. Se investigar-se a faca que mata uma mulher, é fato que foi antes afiada pela lógica machista. Tem-se que identificar os opressores.
A Deputada finalizou citando Simone de Bevouir: “O que nós mulheres queremos é o poder de sermos nós mesmas.”
A importância do que a Erika falou é a de criar espaços de fala, e certamente o Movimento Sociocultural Supernova proporciona esses espaços.
Nanah Farias fez um depoimento emocionante sobre sua história de vida, marcada por muita violência. Ela é feminista e bate o pé! E diz mais: “Ser feminista não significa que vamos odiar os homens.” E cita também que há um grande problema que é: "a mulher, nem ninguém, sozinha não aguenta fazer todos os afazeres de casa não. Todos tem que participar."
Marissa também falou sobre a fala da Erika, colocando essa problemática da situação da mulher na perspectiva da escola.
A fala de Edvair Ribeiro também foi um ponto alto do debate e aqui vocês podem conferir seu depoimento.
Chiquinho falou da naturalização dos preconceitos.
Anne disse que achou interessante a fala da Erika e o seu ponto de vista sobre a “naturalização”. Ela vê o machismo impregnado na nossa sociedade, quando mulheres que são tratadas como “carne”, a serem sujeitados a sofrerem assédio, não cobrir matérias de manifestação por serem frágeis, condições indignas de emprego: não poder engravidar ser a “escraviária”, Ela da o exemplo do cara que dá cantadas horríveis, falando da bunda, que é gostosa, que quer comer. Cantada é um assédio sexual descarado, público e que não deve continuar aceito nem ser visto como natural. Disse mais: “o machismo também existe nas mulheres.” Anne já sofreu agressões. Ela diz que os seus agressores não se veem como agressores. São psicopatas.
Chibi contou que também sofreu violência domestica. A mulher não apanha porque quer. Na cabeça dela ela tinha total dependência. Ela podia ir a uma delegacia, ao conselho, mas ela não sabia. Ela havia construído uma série de fatores que impediam-na de fazer algo. Essas opressões causaram muitos traumas.
A participação foi intensa. Os presentes sentiram-se à vontade para contar suas experiências, história de vida, pontos de vista etc. Parabéns a tod@s @s participantes desse momento belíssimo de acolhimento, integração e aprendizado.
O sarau começou com a apresentação de Estela Sena e Bia Estiano, voz e violão. Juh Rodrigues, Priscila Sena, Kezia Beatriz recitaram poesia. Jessica Alves apresentou-se com a sua banda. Nanda Pimenta fez uma performance poética inovadora e tocante. Jozzy Jordão também nos emocionou com a sua dança. O Trio Trinca flor, sacou a viola, soou a alfaia e o pandeiro e nos colocou para dançar um forró do bom.
Agradecimento especial a todas as mulheres que mostraram a sua força e garra nessa luta do fazer cultural e fizeram dessa Noite Supernova mais bela e feminina.
O Movimento Cultural SuperNova apresenta no dia 30 de março de 2013 (sábado de aleluia) o seu sarau mensal com o tema “Virada Feminista”. O evento será realizado na Cervejaria Mariá, Av. São Sebastião Lote 250, São Sebastião - DF, a partir das 16h30, com classificação livre e contará com uma roda de conversa, performance de dança, recital de poesia, apresentações musicais de vários gêneros e muito mais. PROGRAMAÇÃO: Debate às 16h Público-alvo: jovens de 16 a 24 anos, e adultos, em sua maioria mulheres, moradoras/es de São Sebastião. Tema: "Como a mulher se sente quando..." Descrição: O debate tem como objetivo tratar a questão do machismo que há em nós (mulheres e homens), inclusive nas pequenas ações do cotidiano e aceitações diárias de posturas machistas e preconceituosas que as mulheres nem sempre percebem, mas que se propagam na cultura e em comportamentos ora de preconceito, ora de submissão. O debate contará com uma abertura, para a qual convidamos a Deputada Érika Kokay, afim de incitar a reflexão a respeito do tema. Em seguida será trabalhada uma dinâmica de grupo, que visará levantar questionamentos, provocando o debate a reflexão coletiva sobre a questão do machismo e de como a mulher se sente em suas várias manifestações. Sarau a partir das 20h: •Estela Sena e Bia Estiano interpretam Clarice Falcão – MPB •Jessica Alves – Música Pop •Palco aberto – poesia livre com recitação de poesia e mensagens feministas, contando com a participação restrita ao público feminino. •Exposição de fotos do Ponto de Memória da Cidade Estrutural – Fotografias de mulheres moradoras da Cidade Estrutural e de grandes líderes históricas; •Performance de Dança com Jozzy Jordão •Música Brasileira com Trio Trinca Flor Trio Trinca Flor é resultado do encontro musical das cantoras Andréa dos Santos, Carol Carneiro e Shária Ribeiro. Em celebração ao feminino e a música brasileira as três artistas irão apresentar ao público um repertório diversificado com obras de Luiz Gonzaga, Roque Ferreira, Os Tincoãs, entre outros grandes autores brasileiros, além de composições autorais. Andréa dos Santos Andréa dos Santos participou durante 09 anos do grupo Casa de Farinha e atualmente se dedica ao lançamento do CD e DVD solo Minha Aldeia. Youtube: http://www.youtube.com/user/minhaaldeia?feature=mhee Facebook: https://www.facebook.com/paginaandreadossantos?fref=ts Carol Carneiro Cantora e compositora, é integrante da banda Roda na Banguela e participou de diversos trabalhos musicais no DF. Estuda música na universidade de Brasília. Facebook: https://www.facebook.com/rodanabanguela Shária Ribeiro Shária é cantora e percussionista, fez parte de grupos reconhecidos na cidade como Mafuá, Camugerê, Coletivo Massa e Damas de Ouro. Atualmente se dedica ao seu trabalho solo. Facebook: https://www.facebook.com/sharia.ribeiro?fref=ts Donária Duarte – Dj Sobre o Movimento Cultural SuperNova: Além de um movimento que realiza diversas ações culturais, esportiva e de reflexão junto à comunidade de São Sebastião, também se trata de uma vitrine cultural, oferecendo acesso à cultura para a população de São Sebastião e também possibilitando que artistas locais tenham espaços para divulgar seus trabalhos. O grupo batalha para romper as barreiras sociais do DF, possibilitando que cada cidadão tenha acesso a uma cultura alternativa e de qualidade. Contatos: http://www.osupernova.blogspot.com.br/ https://www.facebook.com/movimentosupernova/ João Vilagran – Coordenador da Assessoria – Vilagran92@gmail.com - 8124-4352 Nanah Farias – Coordenadora da Noite SuperNova - nanahfariass@gmail.com - 8424-1745 **Entrada para o Sarau a partir das 20h - R$3,00 a ser adquirido no local.
O 8 de março foi escolhido para marcar a luta das mulheres por um mundo igualitário. Para nós, mulheres do Distrito Federal, o início deste mês mostra que a luta precisa ser fortalecida. Em três dias consecutivos, duas mulheres foram assassinadas por seus companheiros e uma terceira jovem teve a casa invadida e foi estuprada por seis horas.
Em fevereiro, outras três sofreram agressões com motivação lesbofóbica, sendo que uma chegou a ter os dedos mutilados por um policial militar.
Situações como essas – que ganharam repercussão nos meios de comunicação, mas não são as únicas – revelam uma triste situação. Em 2012, foram registrados 17.675 casos de violência doméstica, no DF, todas previstas pela Lei Maria da Penha (lesões corporais, ameaças, ofensas, por exemplo). De acordo com o Mapa da Violência 2012, o DF ocupa a sétima posição no ranking nacional da violência contra as mulheres, com taxa de 5,8 homicídios a cada 100 mil mulheres, revelando que aqui também se registra o feminicídio que ocorre no país.
Esses são efeitos diretos de uma sociedade fundada em valores machistas, patriarcais e racistas. Uma mudança de paradigmas urge e só virá com o rompimento dessas estruturas e a construção de novos modelos, que sejam igualitários, democráticos e reconheçam as mulheres (em sua diversidade) como sujeitos de direitos.
A Virada Feminista do Distrito Federal surgiu exatamente da necessidade de reagir a essa cultura que nos oprime, violenta e mata diariamente. Ela nasceu da união de esforços de organizações feministas e também de mulheres feministas que querem aliar cultura e política para assumirem o protagonismo no desenho de uma nova sociedade.
O tema escolhido para a Virada deste ano se refere à luta contra os fundamentalismos como prática política. O que acontece e se intensifica no Brasil e na região da América Latina é que grupos de determinadas hierarquias religiosas utilizam espaços de poder não apenas para impedir avanços dos direitos das mulheres e de outros grupos subrepresentados (negr@s, lésbicas, gays, transexuais, indígenas, praticantes de religiões de matriz africana, ateias e ateus, etc) como também para retroagir em direitos já conquistados.
Um exemplo disso foi a designação do Deputado Pastor Marco Feliciano do Partido Social Cristão (PSC) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM). Esse partido e esse parlamentar possuem posicionamentos públicos de intolerância e discriminação a diferentes grupos que a Comissão deveria, por preceitos constitucionais e regimentais, defender.
Negar direitos a um grupo que responde por mais da metade da população brasileira também é um ato de violência!
Nós, mulheres da Virada Feminista, lutamos por um Estado verdadeiramente laico que dialogue com uma sociedade plural e garanta a cidadania a todas e todos. Reivindicamos, portanto:
uma vida livre de violência;a efetivação dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, com a garantia de autonomia sobre nossos corpos, o livre exercício da sexualidade, além do direito de engravidar e a interromper uma gravidez indesejada;
uma reforma ampla e democrática do sistema político, que garanta a paridade entre homens e mulheres nos espaços de poder e decisão;
a implementação da Lei Maria da Penha, com a criação de equipamentos públicos e de um Sistema de Justiça sensível às desigualdades de gênero;
uma vida sem ter o racismo como elemento de subrepresentação da população negra, pensando a especial situação de vulnerabilidade das mulheres negras;
uma vida livre da lesbofobia, homofobia, das transfobias e das violências de identidade de gênero;
o fim da divisão sexual do trabalho que causa sobrecarga física e psicológica às mulheres, especialmente no que se refere à dupla ou tripla jornada de trabalho;
a garantia da liberdade e diversidade religiosa;
a autonomia, nos campos econômicos, social e político;
a implantação de creches e escolas públicas e de qualidade para que as crianças possam ser bem educadas enquanto as mulheres trabalham;
a democratização dos meios de comunicação e um novo marco regulatório que impactem na forma como a mídia representa as mulheres.
A omissão dos programas de governo à população, que já são direitos garantidos, é uma violência institucional.
Nós, as mulheres da Virada Feminista, representamos muitas vozes, muitas cores e muitos ritmos! Convidamos a todas e a todos, que desejam transformar nossa realidade e contribuir para a construção de uma sociedade livre de opressões, a participar e somar na programação do mês de março.
Vamos sambar na cara dos fundamentalismos!
Distrito Federal – Março de 2013
Realização: Fórum de Mulheres do Distrito Federal e Entorno (FMDF)
Quem já tá nessa: Aferidor de Vuelos, Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Associação de Pós-Graduandos da UnB Ieda Delgado (APG), Blogueiras Feministas, Brasil e Desenvolvimento, Central das Religiões de Matriz Africana do DF (Afrocom), CFEMEA, Cidadãs Positivas, Coletivo de Mulheres da Articulação de Esquerda do PT – DF, Coletivo Unificado de Mulheres da UnB, Consulta Popular, Fora do Plano, Grupo N’Zambi Capoeira Angola, Grupo Nzinga de Capoeira Angola, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação, Mães Pela Igualdade, Marcha das Vadias DF, Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Pretas Candangas, Promotoras Legais Populares (PLPs), Rede Feminista de Saúde – DF, Rodamoinho, Sindicato dos
Jornalistas Profissionais do DF (SJPDF), Supernova.
Sou do Signo de leão, muito teimosa e dona de mim. Sou muito vaidosa e às vezes acho que me excedo. Amo sapatos, perfumes, lingerie e fotografias. Não tenho preferência por filmes. Vejo todos. Mas tem dois de que gosto muito: O Poderoso chefão e O Diário de uma Paixão. Adoro flores! Gosto tanto de flores e plantas em geral que cultivo várias delas e estarei postando, aqui, fotos que faço do meu jardim. A beleza e as cores das flores me encantam. Elas são tão delicadas! Não tenho uma cor preferida. Gosto de quase todas, menos de marrom, azul marinho e cinza. Gosto de fazer eventos, e gosto tanto que cheguei a fazer um curso só para melhorar os saraus mensais que realizo, desde 2003, com minha família e meus amigos, desde que fundamos um grupo cultural chamado Radicais Livres, que depois veio a se chamar SuperNova. Adoro lasanha, mas amo qualquer boa comida. Decidi escrever neste blog para falar sobre as coisas que eu enxergo na realidade da minha cidade e do meu país e que, muitas vezes, me deixam aborrecida e indignada. Sem válvula de escape para exprimir minhas angústias e frustrações. Bem-vindos ao meu blog. Meu nome agora é Nanah Farias.